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Resposta da Anhanguera
Três meses atrás, escrevi um post relatando minha tentativa de me matricular na pós-graduação da Uniderp Anhanguera, indignação pela falta de organização e o desfecho no qual decidi cursar em outra instituição. Clique aqui para ler: www.pandavermelho.com/pos-graduacao. Para minha surpresa, há alguns dias recebi uma ligação do coordenador do centro de pós-graduação, que havia lido o post e queria conversar.
O coordenador recentemente nomeado, Professor Neif, me explicou a situação, pediu desculpas em nome da universidade e agradeceu pela crítica. De acordo com ele, enquanto elogios nos acomodam, críticas nos fazem crescer; e, em vez de ignorar minha crítica, ele tiraria proveito dela para refletir e melhorar. Além disso, expressou o interesse em me ver como aluna do curso de pós-graduação. Não apenas por ser mais uma dentre tantos outros, mas justamente por esse meu senso crítico, que é uma qualidade que falta em muitos brasileiros.
Fiquei contente com a receptiva. Conversamos por uma hora, o que não foi um tempo jogado fora, e sim um enriquecimento para ambos. Por fim, fui convencida de que seria uma boa idéia fazer pós na Anhanguera. Não este ano, já que meu tempo está apertadíssimo (trabalho + abertura de empresa + pós-graduação + curso de inglês + capoeira + aula de pintura + escrevendo livro + ufa, preciso de um tempo para mim!), mas, quem sabe, ano que vem!
Todos sabem que a venda da Uniderp desapontou muita gente, principalmente pela falta de organização e respeito com um público exigente. Mas o que esta resposta que recebi prova é que isso está mudando. Como era de se esperar, uma evolução aconteceria e, mais cedo ou mais tarde, as coisas se organizariam. Mas essa evolução depende de pessoas. Pessoas que saibam receber uma crítica de peito aberto, avaliá-la e dizer: Vamos corrigir e superar.
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Festa na Piscina
Quando eu era criança, queria, no meu aniversário, fazer uma festa na piscina. Nunca pude, já que nasci no inverno. Mas isso está mudando, estamos em abril enfrentando temperaturas de 32°C! Infelizmente, minha piscina será feita de água de degelo…
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Pós-graduação
Futuramente, pretendo ser professora e, por isso, decidi iniciar uma pós-graduação. A questão era: qual curso e em qual instituição?
Eu não queria fazer uma pós na área de marketing, minhas paixões são arte e literatura e decidi procurar por algo relacionado. Existem várias opções! O problema é que elas são em São Paulo, Brasília, Curitiba… Eu moro em Campo Grande e não tenho intenção de me mudar por enquanto.
Depois de muito procurar, decidi que a melhor opção seria Design Gráfico, um curso novo da Uniderp Anhanguera, e é aí que começam minhas desventuras. Entrei no site da universidade e fiz minha inscrição. Logo em seguida apareceu uma página com dois botões. O primeiro dizia “imprimir protocolo” e o outro, “imprimir boleto”. O primeiro funcionou, mas o segundo botão… não funcionava de jeito nenhum! Além disso, se eu clicava em “alterar cadastro”, um aviso dizia “CPF não cadastrado”, e, se eu ia em “fazer novo cadastro”, dizia “CPF já em uso”.
Liguei no 0800 e me disseram que o site tinha um bug, e que eu deveria resolver o problema pessoalmente na Uniderp. Lá chegando, a atendente disse que, na verdade, aquele botão nem deveria estar ali, pois eu só imprimiria o boleto após passar por uma entrevista de seleção. Ela marcou minha entrevista para o dia seguinte e me solicitou uma pilha de documentos.
Saí de lá e fui numa ótica tirar as fotos 3×4 que eram obrigatórias e fotocopiar todos os meus documentos. No mesmo dia, fui para casa e acessei meu e-mail. Para minha surpresa, eu havia recebido um e-mail do centro de pós-graduação da Uniderp, que dizia: “Parabéns pelo seu desempenho na entrevista! Você está aprovada!”, sendo que eu nem tinha feito a entrevista ainda…
Clique na imagem para ampliar.
Ignorei o e-mail, fiz o currículo que a atendente dissera que eu precisaria para a entrevista e aguardei ansiosamente pelo momento. Infelizmente, no dia seguinte recebi uma ligação do centro de pós-graduação, informando que minha entrevista tinha sido cancelada e que me ligariam novamente para remarcá-la próximo ao dia do início do curso, que seria em abril. Esperei, esperei e esperei mais um pouco. Quando estava cansada de esperar e notei que abril se aproximava, liguei novamente e tudo o que me disseram foi que ainda não tinham iniciado as entrevistas e que me ligariam. Semana passada, fui lá novamente, fiquei uma hora e meia esperando em uma sala quase vazia e não consegui ser atendida.
Chegou dia 24 de abril e ainda não tinha novidade alguma. Decidi que não continuaria sendo feita de tola e fui direto para a minha segunda opção de pós-graduação.
Como já disse, meus interesses são arte e literatura. Minha primeira opção com certeza seria Design Gráfico na Uniderp, mas, na falta, há uma outra opção. Talvez a instituição de ensino não seja tão expressiva no cenário regional, mas resolvi dar uma chance para o curso entitulado “Comunicação: Linguagens e Produção Textual”, realizado em convênio pela Libera Limes com a ASSEVIM, e a primeira impressão não poderia ser melhor.
Cheguei na instituição apenas vinte minutos antes do início da aula inaugural e disse que queria me inscrever. A moça me deu uma ficha para preencher, entreguei a ela todos os documentos que eu tinha providenciado para a Uniderp, paguei o valor da matrícula na tesouraria, entrei na sala e assisti aula. Tudo na hora, simples assim. Pelo que vi, os professores são ótimos, com exceção do professor de Libras, todos os outros são mestres ou doutores; a estrutura também é muito boa, a sala onde estive tinha retroprojetor fixo, ar condicionado e cadeiras novas e confortáveis; as atendentes são treinadas e tudo é muito organizado. Estou feliz com a decisão, acredito que não vou me decepcionar.
Já estou pensando no tema para o meu artigo!
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Atualização: Há uma resposta para este post, que pode ser lida aqui: www.pandavermelho.com/resposta-da-anhanguera
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Crônica: Torrente
TORRENTE
(Autora: Karen I. Soares)
Cenário de guerra. É assim que os jornais descrevem nossa cidade. Muros caídos, casas arrasadas, pontes em ruínas. À minha direita, uma árvore na posição horizontal exibe suas raízes recém-arrancadas da terra pela chuva violenta. O córrego corre furioso. Suas águas, muito mais altas do que de costume, exibem coloração marrom e retratam os desastres da noite anterior. Pedaços de lixo flutuante são arrastados ao bel-prazer da correnteza, e logo somem de vista.
O trânsito é caos, sempre é. Semáforos não funcionam e leis não mais existem. Um carro desvia de um buraco e cai numa poça, jorrando água para o alto e encharcando um pedestre, mas não se importa. Todos estão confusos, preocupados. Tentam garantir a segurança de sua família e bens, as suas coisas.
Mas eis que, no meio do caos, heróis surgem. Ouve-se o assovio de um apito, e todos os carros param. É um agente de trânsito. Um ser humano como você e como eu, cuja função é cuidar da segurança de todos, e todos respeitam esta função e obedecem às suas ordens. Ao som do apito, motoristas param e prosseguem, e o trânsito torna-se harmonioso. Jamais se inventará um semáforo automático tão bom quanto um ser humano.
Em uma região menos flagelada da cidade, o sinal vermelho impede que alguns carros se movimentem, enquanto outros cruzam seu caminho. Novamente, um som deixa todos em alerta, é o som de uma sirene. Os motoristas ouvem, param, identificam de que direção a ambulância vem e tomam providências.
Aqueles que estão cruzando ignoram o sinal verde e se atêm de prosseguir. Aqueles que estão parados, ignoram o sinal vermelho e cruzam, afastando-se para a lateral da rua, a fim de abrir passagem. Alguém pode estar morrendo naquela ambulância, não podemos atrapalhar!
Em meio à desorganização, instintivamente as pessoas se organizam e confiam naqueles que não querem nada senão ajudar. Mesmo em meio ao caos, à destruição e às dificuldades, a ajuda surge e as pessoas colaboram. Isso faz eu me lembrar que, apesar de tudo, ainda vivemos em sociedade, e que, amanhã, o Sol vai raiar.
Clique aqui para ler a notícia: Campo Grande (MS) decreta
estado de emergência por causa das chuvas
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Conto: Fobia
FOBIA
(Autora: Karen I. Soares)
Andava pela rua deserta e úmida. Era noite sem lua e já passava da hora de estar em casa. De acordo com o movimento de meus braços, ouvia o som da capa de chuva ainda molhada esfregando em si mesma.
Na escuridão, tudo o que se podia ver eram, sobre as superfícies, o reflexo da luz longínqua de um poste. Caminhei lentamente pelo chão escorregadio de uma calçada, enquanto ouvia nada, além do som da capa de chuva.
O cheiro de terra molhada não servia de consolo em meio à sensação caótica que a rua deserta proporcionava. O silêncio mortal não significava solidão, mas sim o prelúdio de uma companhia aterradora. Sábado de madrugada. Além de mim, quem mais andaria sóbrio pela rua?
De repente, senti um movimento vindo de trás. Terá sido só impressão? Ou será que vem alguém? Pensei. Quem seria? Devo olhar e descobrir logo quem é? Ou será melhor continuar andando e fingir que não notei?
Uma sirene de ambulância irrompeu de algum lugar longínquo. O movimento às minhas costas persistia. O som diminuiu à medida que a ambulância se distanciou, até que desapareceu, deixando apenas o eco em minha mente. Comecei a pensar se teria que lutar por minha vida, enquanto o movimento teimava em me seguir. Seria mais inteligente eu simplesmente correr? Com esforço, tomei uma decisão e, repentinamente, me virei para encarar meu perseguidor.
Ninguém.
Um vento frio passou pelo meu pescoço, gelando a alma. Retomei meu caminho, com passos mais rápidos. O tempo voltava a fechar.
À medida que caminhava, percebi que não estava só. Sobre um muro à minha direita, um par de olhos felinos me observava. Negro como a noite, o gato estava imóvel como uma estátua, com exceção de seus olhos dourados, que me seguiam. Quando me aproximei, sem emitir um som sequer, ele deu as costas e desapareceu, misturando-se com a noite.
Segui meu caminho. Discretamente, coloquei a mão no bolso e apertei o controle do carro. Entrei e tranquei a porta. Um raio rasgou o céu à minha frente, seguido de um trovão. Dei partida e pus o carro em movimento.
O limpador de pára-brisa varria a paisagem à minha frente enquanto a chuva caía. Pelo retrovisor, eu via a escuridão sendo deixada para trás.
Peguei a via expressa. Para minha surpresa, ela estava deserta. Postes passavam por mim. Luz, trevas, luz, trevas, luz, trevas. Contava os minutos para chegar.
Não há nada no banco traseiro, pensei. Nenhum livro, nenhum casaco, nada. O som da chuva forte começava a me confundir. Não havia nada no banco traseiro quando entrei no carro, eu conferi. Será que conferi?
Olhei para frente, tentando manter a atenção na rua. Uma sombra passou pelo retrovisor. Num piscar, meus olhos foram guiados para ele, mas não havia nada. Nada além do banco traseiro. Não há ninguém no banco traseiro. Ninguém no meu campo de visão.
Estava na quinta marcha. Quais são as chances de aquaplanagem? Diminui a velocidade. Torci para que não houvesse ninguém no banco de trás.
Saí da via expressa. O bairro estava sombrio, mas eu não estava mais a pé. Passei por uma grande poça, espirrando litros de água para todos os lados. Quando cheguei, o portão já estava aberto. Senti um calafrio. Será que apertei o controle uma quadra antes? Ou será que esqueci aberto? Terá entrado alguém? Devo chamar a polícia?
Com o carro estacionado, inspecionei o banco traseiro. Não havia nada. Saí do carro e tranquei. Respirei fundo. Abri a porta de casa. Nheeeec. O interior estava tão escuro quanto o exterior. Apesar disso, não liguei a luz. Não queria que percebessem minha chegada.
Atravessei a porta. Antes de fechar, procurei alguém escondido atrás dela. Ninguém. Lentamente, tirei a capa de chuva, deixando-a cair no chão. A chuva caía violentamente lá fora. Dentro, apenas o som do silêncio.
Percebi que estava com fome. Mas a cozinha era longe demais, perigosa. Decidi subir as escadas, na ponta dos pés. Um degrau, dois degraus. Se o invasor estiver armado, este é o momento de disparar. Oito degraus, nove degraus. Comecei a sentir uma ponta de esperança quando me aproximava do topo da escada. Dezessete degraus. Fim. Estou no segundo andar, pensei. Alguns passos até a porta do quarto. Momento crucial. Se algo der errado agora, terá sido tudo em vão.
Levemente, toquei a maçaneta. Girei-a. Abri a porta. O interior estava escuro, a chuva açoitava a janela. Mais uma vez, inspecionei atrás da porta. Nada. Entrei e fechei-a, ainda no escuro. Silenciosamente, girei a chave da porta. Acendi a luz. Olhei para os lados e percebi que o quarto estava vazio.
Uma sensação de liberdade invadiu meu peito quando me deixei desmoronar em cima da cama.
*
Agora que você terminou de ler, me diga:
O que você entendeu deste meu conto? Que fobia a pessoa tem?
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Relatos de Casamento
Domingo fui ao casamento do primo do Luís, o Diego. Nunca vi um noivo chorar tanto… mas eu competi com ele pela taça de chorão da festa! Estava muito emotiva…
Quando eu conheci o Diego, se naquele momento alguém me dissesse que três anos depois eu presenciaria seu casamento, eu não acreditaria. Não que ele seja feio ou mulherengo, longe disso! Mas ele sempre pareceu brincalhão demais, exigente demais e impaciente demais com os assuntos femininos…
Pois nos últimos meses ele demonstrou… ser tudo isso que parecia! A grande diferença é que ao lado dele estava a Júlia, que era exatamente igual e ao mesmo tempo completamente diferente. Os dois combinavam certinho! E juntos organizaram uma casa e um casamento.
Foi na entrada da igreja que minha mente viajou para além daquele casamento onde eu estava, englobando todos os demais. Chegou um carro bonito, com vidro fumê e apenas uma fresta da janela aberta, para ver o motorista. Ali dentro estava a noiva.
O noivo sabia que ela estava ali, mas que não poderia vê-la. Tão perto e ao mesmo tempo tão distante. O nervosismo aumentando a cada minuto. Puxa, é meu casamento… nem acredito! Ao mesmo tempo, a noiva, dentro do carro, vê seu amado ao lado de fora e aguarda ansiosamente pelo momento de ter seu olhar correspondido. O nervosismo aumentando a cada minuto.
Deve ser frustrante, para um casal que passou tanto tempo junto, de repente ser separado! Não há paciência que faça o tempo parecer menor. A espera… a entrada do noivo, dos pais e dos padrinhos… e finalmente da noiva! Um lento caminhar que parece não ter fim. Tem que ir devagar como no ensaio, para os fotógrafos terem tempo de fazer seu trabalho…
Então chega o momento em que os noivos se dão as mãos novamente. Mágico! Daqui pra frente estamos juntos e será mais fácil. Apesar da ansiedade, não há medo. Afinal estamos juntos como sempre estivemos, e como sempre queremos estar! Inabaláveis. É assim que queremos ficar para o resto de nossas vidas e é por isso que estamos aqui.
O resto todo mundo já sabe, é feita a maior declaração que qualquer pessoa é capaz de fazer e todo mundo comemora. Mas eu continuei chorando. Emoção? Stress? Imaginação fértil? TPM? Uma mistura disso tudo? A verdade é que fiquei muito feliz pelos dois! Desejo-lhes uma vida cheia de alegria!!
Estes são os relatos de uma jovem mulher que não tem relatos para contar.
(Ainda!!)
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um Ônibus em Sonho

(Ilustração que eu fiz para a agência Compet,
para propaganda de feirão de automóveis)
Ontem sonhei que eu estava na companhia de uma pessoa de quem eu gosto, mas que só se dá mal nessa vida… mas também se esforça muito pouco para que as coisas passem a dar certo. Estávamos na frente da casa dessa pessoa esperando o ônibus, junto com outras pessoas que faziam o mesmo. Eu queria ir para o centro de Campo Grande.
De repente chegaram dois ônibus ao mesmo tempo. Mas não eram ônibus normais, eles eram mais curtos! Com um terço do número de assentos que tem um ônibus normal, possuía carpete e ar condicionado. Todas as pessoas entraram no primeiro ônibus, enquanto nós entramos no segundo.
Então o ônibus se moveu e virou à esquerda, se desviando do caminho para o Centro. Seguiu por uma longa rua na área rural que margeava um enorme lago. O do outro lado do lago, lá longe, eu podia ver os prédios do centro da cidade. E aflita, eu me perguntava por que não estava indo para onde eu queria. Teria tomado o ônibus errado?
Na nossa vida, precisamos escolher que ônibus tomar antes de ver para onde ele vai. Mas e quando não sabemos sequer aonde queremos chegar? Muita gente não sabe o que quer. Eu quero tudo, mas não tenho vidas suficientes para realizar.
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Amizade

(Ilustração feita em casa, como treino)
Qual a diferença entre a amizade infantil e a amizade adulta? Estive pensando sobre isso e decidi escrever. Não para crucificar uma ou outra, mas descobrir o que cada uma tem de bom.
Lembro-me das amizades que fiz na minha infância. Naquele tempo, parecia que eu jamais me separaria dos meus amigos. Parecia que eles sempre estariam ali comigo, eu não tinha medo de que fossem embora. Ao mesmo tempo, eu vivia mudando de cidade e adorava! Por isso deixei muitos para trás sem nem sequer me importar. Por mais que amasse meus amigos, eu sabia que faria novos na próxima cidade. Eu nunca estaria sozinha.
Me tornei adolescente e as amizades se tornaram ainda mais fortes. Eu defendia meus amigos com unhas e dentes, seja lá qual fosse a ameaça, e isso era mútuo. Minha opinião era transparente enquanto pessoas falsas eram apedrejadas em praça pública. O maior medo que me assolava era o medo de perder meus amigos. Nunca mais desejei mudar de cidade, não queria me distanciar.
Mas, como já disse no post sobre o livro O Enigma do Quatro, as pessoas surgem em nossas vidas, cumprem seu papel e depois simplesmente seguem seus caminhos. E por mais que telefonem e mandem e-mails, todos mudam com o tempo. Como ema e avestruz, separados geograficamente por milhões de anos, cada um se adapta à sua realidade, e a vida segue.
E assim surgem as amizades adultas: depois de muito fazer grandes amigos, e estes se tornarem colegas, e então conhecidos, e então desconhecidos. Com os anos, cada um cria um escudo em torno de si, contra o desapontamento e a solidão. Mas este escudo é grande demais e atrapalha a visão de quem o usa.
Meses atrás eu me sentia sozinha e sem amigos. Confesso!!! Mas então tomei a decisão de jogar o escudo pela janela e me aproximar mais dos outros, sem medo. Assim descobri que quase todos se sentiam tão sozinhos quanto eu, muitos amigos me confessaram isso. Agora alguém me responda: isso faz sentido? Se várias pessoas se sentem sozinhas, por que não se juntam e ficam felizes e saltitantes até que o imprevisto os separe?
É essa a equação: somar o que há de melhor em cada época da vida. A despreocupação da infância, a lealdade da adolescência e as facilidades que os adultos têm em dar manutenção a amizades distantes. Essa é a minha equação, da minha vida. E é com base nela que eu vou evoluir para o próximo estágio. E você, já pensou na sua forma de amizade?
Violeta Flor do Cerrado. Nunca mais ouvi falar de você, amiga. Você não existe na internet! Será que escrevendo seu nome aqui, um dia você me acha? =)
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Faça seu roteiro para Hq!
Toda boa história segue uma estrutura, tendo um começo um meio e, principalmente, um propósito. Comece definindo o papel dos personagens e como suas ações refletirão no transcorrer da trama.
A estrutura básica da maioria das aventuras pode ser dividida em três pontos, são eles: O Bem, O Mal, e a Moral da história. Estes pontos básicos nos levam aos quatro blocos do enredo: o começo, o meio, o fim e o desfecho.
O começo
O herói está em seu ambiente comum, vivendo sua vida normalmente quando o mal estende suas garras quebrando a harmonia. Assim, o bem convoca seu guerreiro, que é motivado pela ação direta do mal ou por seu amor a justiça. Neste ponto, a heroína é cobiçada pelo mal, ou também é provocada a enfrentar o mal ao lado do herói.
O meio
O mal entra em ação, pegando de surpresa e dominando a situação, estende sua teia e coloca em prática seu plano maquiavélico. A partir desse ponto começam os confrontos entre as duas forças.
O fim
O herói reage, luta contra o mal, salva a mocinha e ganha o prêmio.
O desfecho
Sem pedir licença, surge um elemento inesperado que prende o leitor a história e dá gancho para novos roteiros.
Dicas
A 1ª Página, é onde normalmente vão os créditos. Evite colocar nela muitos quadrinhos e muito texto. Isso pode sugerir ao leitor que sua história é chata. Além disso, lembre-se que seu leitor PRECISA saber onde sua história se passa, então, é sempre bom começar sua história com uma tomada panorâmica;
Divida cada página em no máximo oito quadrinhos;
Procure colocar cada seqüencia de ação no espaço de duas páginas, começando uma nova seqüencia na virada de página;
Sempre termine as páginas ímpares (1,3,5,7.. etc) com um “gancho”, ou seja, um suspense que motive a virada de página;
Diálogo é tempo. Balões muito grandes costumam chatear o leitor. Quando seu personagem tem muito a falar, faça isso em uma seqüência de quadrinhos, mudando ângulos, closes, etc.
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Do fundo do baú…
Há 2 anos, mais ou menos, escrevi uma série que teria a duração de 40 tirinhas. Ela se chamava “UltraNerd: Poder e Responsabilidade”
A Série contava como a vida de um garoto nerd com a “estranha habilidade” de mimetizar, sem controle, poderes e defeitos de tudo que vê na tv e quadrinhos.
Seus conflitos pessoais e escolares e o impacto que essa “verdade” teria sobre sua popularidade e sobre seus amigos, e a descoberta de como controlar seu poder canalizando-o para o bem. Ou não. Hehehe… E Tudo isso recheado de muito humor trash e infame.
Hoje, tudo o que restou (depois que meu outro pc morreu) foram estas 2 tirinhas em baixa resolução (que estavam em meu e-mail) e uma p*ta vontade de retomar o projeto.
Espero que gostem! Um abraço!
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